6.05.2011

Verdelhão



Generalidades
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Fringilidios
Género: Carduelis
Espécie: Carduelis Chloris
Comprimento: 14 cm
Peso: 25 a 35 gs
Denominações
Português: Verdelhão
Espanhol: Verderón
Inglês: Greenfinch
Francês: Verdier
Alemão: Grunling
Mutações
Ágata, Isabel, Isabel Satiné, Castanho, Pastel, Lutino.



Verdelhão comum (Carduelis Chioris), é um fringilidio de contextura similar ao pardal comum, ave de constituição pesada, corpo compacto, cabeça grande e bico grosso de cor osso. Visto à distancia parece somente verde. Visto ao perto, sem duvida poderemos apreciar as suas cores bastante destacadas. O macho adulto apresenta uma cor verde amarelado atractivo por baixo e um verde oliva por cima (a coloração é mais brilhante de verão). A fêmea possui cores ligeiramente mais apagadas, um verde mais acizentado, enquanto que os jovens apresentam um verde acizentado, pardo e raiado. Todas as plumagens se caracterizam pelo amarelo vivo nas rectrizes externas e nas orlas das primarias. A cauda tem a forma de um “Y” invertido de cor acizentado negro.
     De temperamento sociável frequenta os jardins, parques e campos cultivados onde procura o alimento que se baseia em sementes, cereais, gramínias e não muito raro de insectos.
     A sua alimentação em cativeiro, passa por uma mistura idêntica à utilizada para os canários, enriquecida com aveia, girassol e sementes silvestres. Na sua dieta seguem-se os mesmos padrões utilizados nos canários (frutas, verduras, minerais, papas etc.).
     No estado selvagem, devido à abundância de alimentos e à sua condição de ave prolifera, pode realizar três ninhadas por ano.
     Os machos realizam uma série de rituais para atrair a fêmea, levantando as asas e a cabeça, despegando a cauda em forma de abanador, ao mesmo tempo que soltam uma série de notas não muito melodiosas, com um ruído nasal, rematando este no final com um forte assobio.
     O verdelhão começa a nidificar em Março/Abril, fazendo os seus ninhos em sebes, arbustos, silvados e arvores bastante densas. Arvores e arbustos de jardins públicos são lugares onde podemos encontrar os seus ninhos com abundância. O Seu ninho é construído com raízes, plantas e outros materiais do género; forrados com musgos, pêlos animais e penas. Durante a época de criação podem construir vários ninhos, tanto em arvores de folha perene (os primeiros), como de folha caduca (os últimos). Os ovos são de cor branco rosado salpicados de escuro, de medidas 20x14 mm subelípticos. A postura de 4 a 5 ovos em média, será incubada pela fêmea durante 12 a 14 dias.
     As crias nascem cobertas por uma fina penugem que mais tarde cairá para dar lugar à definitiva. Vão permanecer no ninho durante um período de 16 a 20 dias, sendo alimentados pelos pais, até três semanas depois da saída do ninho. Seguirão unidos familiarmente durante todo o verão até aos primeiros dias de Setembro, formando grupos nómadas.
     Não podemos dizer que os verdelhões nascidos no nosso país, realizam verdadeiras migrações, mas sim curtas deslocações dentro da península, embora no Inverno possam procurar lugares de menor altitude e latitude.
     Felizmente no nosso país esta ave prolífera em quantidades satisfatórias, pois tem abundância de alimentos e zonas óptimas de nidificação. Também porque não sendo uma ave tão apetecível e de valor alto para os “caçadores”, ou vulgo passarinheiros, como é o pintassilgo. Pois seria urna ave a correr sérios riscos devido à facilidade em as capturar. 
     Criação em cativeiro; sendo urna ave bastante sociável e de fácil adaptação à gaiola, é bastante fácil a sua criação em cativeiro. Utilizando aves já nascidas em cativeiro, ou capturadas, com mais de um ano de gaiola, consegue-se a sua reprodução com bastante êxito, seguindo as normas de criação utilizadas para os canários. 
     Hoje existem já bastantes mutações de verdelhão, estas sim aves de valor económico alto e muito apreciadas e procuradas. É normal vermos em exposições internacionais, particularmente nos mundiais, bastantes a concurso. Pena é que em Portugal essa pratica, assim como a sua criação ainda não seja muito visível e vulgar. Corria já o longínquo ano de 1992, quando de uma visita minha a San Fernando-Espanha ao concurso Al’Andaluz, tive a oportunidade de conhecer um criador destas aves em mutação do qual, trouxe quatro exemplares, um lutino, um isabel, um ágata e um normal. Durante alguns anos dediquei-me à criação destas aves em conjunto com outras de fauna europeia e seus híbridos do qual sou amante, conjuntamente com os canários de porte, especialidade a que sempre me dediquei e dedico. Infelizmente por afazeres profissionais tive de optar por alguns e com bastante pena minha fiquei só com os canários. Agora passados alguns anos eis que me vai chegar a oportunidade de voltar a criar estas magnificas aves (fauna europeia). Convido e espero que muitos de vós me sigam, pois esta é urna das áreas mais fascinantes da ornitofilia.
     Hibridação; é com imensa facilidade que conseguimos hibridar estas aves com canários, outros fringilidios e mesmo exóticos, conseguindo-se exemplares muito interessantes e de extraordinária beleza.


Características Técnicas para Julgamentos

Cor: deve ser natural, pura, com tonalidade uniforme.

Posição: deve ter uma postura de galhardia e vivacidade, patas semiflexionadas, tranquilo e confiante, asas pegadas ao corpo, simétricas tocando-se nas pontas.

Plumagem: bem aderente ao corpo, lisa, brilhante, completa, uniforme, sem sinais de muda e com todas as penas de igual comprimento.

Desenho: bem marcado, nítido, regular e simétrico.

Tamanho: intermédio entre 14 e 15 cm.

Forma: harmoniosa, partes do corpo proporcionadas, elegante, vigoroso e robusto.

Condição: deve estar de perfeito estado de saúde, olhos vivos e brilhantes, boa condição geral.

6.04.2011

Rola Brava (Streptopelia Turtur)

Tal como a chegada das andorinhas e o canto do cuco, o arrulhar da rola-brava também marca o início da 
Primavera. Infelizmente, é um som que se ouve cada vez menos, pois esta espécie tem vindo a rarear em 
diversas zonas do país.




IdentificaçãoDo mesmo tamanho que uma rola-turca, caracteriza-se pela plumagem mais escura e menos uniforme, 
especialmente no dorso e nas asas, distinguindo-se o seu padrão malhado. A barra branca da cauda é 
mais estreita que a daquela espécie e no pescoço tem um conjunto de riscas pretas e brancas, que apenas 
se vê a pequena distância

Abundância e calendárioOutrora extremamente abundante, a rola-brava vem 
experimentando uma tendência regressiva desde há várias 
décadas e é hoje pouco comum na maior parte do território a sul do 
Tejo; a norte é mais comum, particularmente no nordeste. Tem 
uma distribuição ampla mas ocorre geralmente em densidades 
baixas no sul do país. É uma ave migradora, que chega geralmente 
em Abril e parte em Setembro (neste último mês observam-se, por 
vezes, bandos de migradores).

Onde observar
A província de Trás-os-Montes é, sem dúvida, a melhor região para observar esta rola.
Entre Douro e Minho – pode ser observada no estuário do Minho e na veiga de São Simão.

Trás-os-Montes – muito comum em toda a região, pode ser vista com facilidade na serra
da Coroa e em Miranda do Douro. Também ocorre na zona de Barca d'Alva.

Litoral centro – ocorre principalmente em zonas de pinhal, podendo ser observada no
pinhal de Mira e no pinhal de Leiria. Também se observa na zona de Estarreja-Salreu.

Beira interior – as melhores zonas para observar a rola-brava situam-se na zona do
chamado “Pinhal Interior” (Sertã), na região de Viseu e também na zona do Sabugal. A espécie tambem pode ser vista no Tejo Internacional e em Celorico da Beira.

Lisboa e Vale do Tejo – os melhores locais de observação durante a época reprodutora
encontram-se na serra da Arrábida e zonas envolventes; durante a passagem migratória também se observa no cabo Espichel.

Alentejo – pouco abundante na maior parte do Alto Alentejo; no Baixo Alentejo é mais fácil
de observar na margem esquerda do Guadiana (região de Mértola e Barrancos).

Algarve – pouco comum como nidificante, observa-se junto à lagoa das Dunas Douradas
e na região de Alcoutim; durante a passagem migratória outonal, estas rolas aparecem nas ilhas da ria Formosanria de Alvor e no cabo de São Vicente.



Rola-brava (Streptopelia turtur) from Paulo Belo on Vimeo.

Codornizes


As codornizes são uma ave de caça migradora que vêem do continente Africano para a península ibérica, esta ave de caça migradora a codorniz procura á sua chegada para nidificar, terrenos que tenham bastante alimento e água. As codornizes têm nos campos de milho e de cereal os seus preferidos mas é nos campos de regadio que abundam as codornizes pois as zonas de vegetação fresca do regadio protegem-nas dos predadores e das horas de maior calor. É durante os meses de Maio e Junho que as codornizes realizam várias posturas, variando de ano para ano consoante vários factores desde climatéricos á abundância de alimentação. Os pintos das codornizes conseguem voar ás 3 semanas de vida, espantoso, não? Nestas primeiras semanas os pintos das codornizes alimentam-se essencialmente de insectos e só passados algumas semanas é que começam a consumir gramíneas e pequenos grãos de cereal. A caça á codorniz é uma das caças juntamente com a caça á galinhola em que se deve sempre fazer acompanhar  do cão de caça, pois estas aves são muito esquivas e difíceis de tirar, estas aves são que mais aguentam a pressão  do caçador e do cão de caça mantendo-se imóvel e só levantando voo quando está mesmo na ultima.As codornizes na península ibérica têm o seu movimento de retorno ao continente Africano a partir do mês de Agosto, prolongando-se até final de Outubro, portanto Caçadores de Portugal, desejo-vos umas belas jornadas de caça a esta Ave tão esquiva a bela Codorniz.

Diamante Gold

Com a beleza de suas cores vivas e bem definidas e o temperamento especialmente dócil, o Diamante de Gould é um dos pássaros preferidos para estimação. 



TAMANHO: cerca de 12 cm. 

CORES: Original - Cabeça: vermelha, preta ou laranja. Peito: violeta. Barriga: Amarelo-ouro. Manto: verde luminoso. Mutações - Cabeça: amarela ou cinza. Peito: branco, rosa ou azul. Barriga: creme. Manto: amarelo, cinza claro, azul etc. 

INSTALAÇÕES: Que permitam banho de sol e em local com algum resguardo. Gaiola - para 1 casal, ao menos 60 cm de comprimento x 30 cm de profundidade x 35 cm de altura. Viveiro - de alvenaria, com apenas a frente de tela, voltada para o Norte, com 3 m de comprimento x 1 m de largura x 2,10 de altura, piso de lage com 15 cm de espessura e tela de ½ polegada com fio 18. 

ACESSÓRIOS: em gaiolas, 2 poleiros de 10mm de diâmetro, bem afastados e longe das laterais, para evitar danos às penas da cauda. Galhos de árvores são também uma boa opção, mais usados em viveiros. Ponha uma banheira para banho diário, que ajuda a manter a plumagem em boas condições. Deixe sempre à disposição um osso de siba para fornecimento de cálcio e areia mineralizada para ajudar na digestão. 

ALIMENTAÇÃO: mistura das seguintes sementes: 25% de alpiste e 75% de painço e milheto, diariamente. Em dias alternados, verduras. Duas vezes por semana e na época de procriação, mistura de 20% de Farinha Láctea, 60% de Neston, 20% de farinha de rosca; acrescentar ovo cozido esfarelado. Para cada kg desta mistura acrescentar 4 colheres (sopa) de um suplemento nutricional como o ASA F1 e 3 de fosfato bicálcico. Na natureza alimenta-se de gramíneas, sementes, brotos de verduras, insetos adultos e em estado de larva e eventualmente de frutas e até polén. 

IDENTIFICAÇÃO SEXUAL: o macho tem cores mais vivas principalmente no peito, a cauda central mais comprida. Faz o corte movimentando-se no poleiro, expondo as plumas e cantando. No período de acasalamento é comum o bico do macho tornar-se mais claro e o da fêmea mais escuro. 

CRUZAMENTO: é totalmente desaconselhável cruzar ave recessiva com recessiva (cabeça laranja ou peito branco ou manto azul), pois diminui o tamanho dos filhotes, que ficam mais sucetíveis a doenças e podem nascer com problemas genéticos. Cruze o recessivo com um dominante que seja filho de recessivo. 

REPRODUÇÃO: A partir de 10 meses a fêmea bota de 5 a 8 ovos que eclodem após 15 a17 dias. Se não botar pode ser por mudança freqüente da gaiola de lugar; pela fêmea ser jovem ou velha demais, por falta de interesse do macho (vê-se quando não corteja a fêmea). Para tentar interessá-lo, separe-o da fêmea por 1 mês. Quando os filhotes ficam independentes, aos 45 a 50 dias, separe-os dos pais ou da ama para iniciar nova postura. Após 3 posturas dar descanso de 1 mês ao casal, totalizando 6 posturas por ano quando a mãe não choca (usa de ama). Quando a fêmea também choca, fazer só 3 posturas seguidas, por ano. Usar ninho de madeira de 20 (compr.)x14x14cm, com divisória de 4,5cm de altura, formando 1 ambiente para os ovos (13x14) e outro (7x14) para os primeiros passos dos filhotes. Neste último fica a porta, redonda, na parte superior. A tampa deve ter 3 furos em cada extremidade, para melhor circulação do ar. Como forração forneça grama japonesa ou raízes de capim. Sensível às inspeções no ninho: fazê-las ao entardecer.